Um vídeo publicado pelo empresário Luciano Hang, proprietário da Havan, trouxe à tona o debate sobre o modelo de verticalização urbana de Balneário Camboriú e os impactos dos arranha-céus nas contas públicas do município. Na gravação, a prefeita Juliana Pavan (PSD) destaca que o avanço imobiliário vai além de recordes arquitetônicos e está diretamente ligado à geração de empregos e ao financiamento de políticas públicas.
“Aqui nem o céu é o limite. Estão vendo esse mar de edifícios? Isso aqui é Balneário Camboriú. Aqui nós temos alguns dos maiores prédios da América Latina e, em breve, o maior residencial do mundo”, afirma.
Construção civil emprega mais de 9 mil trabalhadores
Segundo a prefeita, a construção civil emprega atualmente mais de 9 mil trabalhadores no município, mantendo a economia local aquecida. Ela também ressaltou que os empreendimentos de grande porte contribuem diretamente para os cofres públicos. Como exemplo, citou o futuro Senna Tower, que deverá gerar mais de R$ 100 milhões em outorgas ao município. “Esse é um recurso que entra para o município em troca da autorização para construções mais altas”, explicou.
Outorga onerosa financia obras e infraestrutura
O mecanismo mencionado está previsto no Estatuto da Cidade e permite que os municípios concedam potencial construtivo adicional mediante contrapartida financeira, por meio da chamada outorga onerosa. De acordo com Juliana Pavan, os recursos arrecadados serão destinados a obras nos bairros e na Orla, ampliando os investimentos em infraestrutura urbana.
Com informações da ND+.