Santa Catarina terá uma redução de 20% no número de escalas de cruzeiros na próxima temporada e uma queda de 32% na estimativa de passageiros nas cidades do litoral. O movimento acompanha o cenário nacional, que registra dois navios a menos na costa brasileira e uma oferta de 670 mil leitos — cerca de 20% inferior à temporada anterior, quando o impacto econômico no país foi de R$ 5,4 bilhões.
Competitividade do Brasil é desafio
A Associação Nacional de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil) aponta que a retração é resultado da menor competitividade do país no setor. Entre os fatores que afastam as companhias marítimas estão custos operacionais elevados, infraestrutura insuficiente, questões regulatórias, falta de segurança jurídica e carga tributária considerada pesada. Segundo a entidade, há articulação com o governo federal e secretarias de Turismo para recuperar o ritmo de crescimento. Em nota, a associação afirma que o Brasil “tem condições de ocupar um espaço mais relevante no cenário internacional”, mas que isso depende de planejamento e ações coordenadas.
Impacto em Santa Catarina
O Estado, que concentra quatro destinos de cruzeiros, deve sentir a baixa na circulação de visitantes ao longo da temporada. A redução de navios influencia diretamente setores como comércio, transporte, hotelaria e gastronomia.
Itajaí mantém protagonismo na temporada
Escalas previstas: 37 (duas a menos que as 39 do ano passado)
Passageiros esperados: cerca de 100 mil
Impacto econômico estimado: R$ 70,9 milhões, considerando apenas passageiros em escala
Início da temporada: 30 de novembro
Itajaí segue como porto de destaque no Estado. A estimativa é de que a maioria dos passageiros embarque e desembarque na cidade, embora a distribuição final dependa das vendas de passagens.