O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve a condenação de uma mulher acusada de aplicar o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” em vítimas de Balneário Camboriú e Itapema, no Litoral Norte catarinense.
De acordo com o processo, os crimes ocorreram em 2021 após encontros marcados por aplicativos de relacionamento. As vítimas relataram terem perdido a consciência depois de consumirem bebidas alcoólicas na companhia da acusada e, ao despertarem, perceberam o desaparecimento de dinheiro, cartões bancários e objetos de valor.
Vítima em Balneário Camboriú perdeu cofre com dólares e relógios
Conforme os autos, o primeiro caso aconteceu em setembro de 2021. A vítima afirmou ter conhecido uma mulher identificada como “Amanda” pelo aplicativo Tinder.
Após buscá-la em Bombinhas, os dois seguiram até o apartamento do homem, em Balneário Camboriú, onde consumiram vinho. Segundo o relato, a vítima perdeu a consciência após ingerir a bebida.
Ao acordar no dia seguinte, o homem percebeu o desaparecimento de um cofre contendo dólares, relógios, dinheiro em espécie, documentos e outros pertences pessoais.
Câmeras registraram movimentação no prédio
Segundo o relatório judicial, imagens do sistema de videomonitoramento do edifício registraram a entrada de uma segunda mulher no imóvel durante a madrugada. Ainda conforme o processo, ela teria sido autorizada pela acusada na portaria do prédio.
As gravações também mostraram as duas mulheres deixando o local carregando malas e bolsas. A investigação apontou ainda a participação de um terceiro homem na fuga.
A perícia papiloscópica realizada em uma caixa de pizza recolhida no apartamento identificou impressões digitais compatíveis com as da acusada.
Caso semelhante foi registrado em Itapema
O segundo caso ocorreu em outubro de 2021. Segundo o processo, a vítima afirmou ter conhecido uma mulher identificada como “Maiara” por meio de um aplicativo de relacionamentos.
De acordo com os autos, após o encontro e o consumo de bebidas alcoólicas, o homem também relatou ter perdido a consciência. Ao despertar, percebeu que cartões bancários, dinheiro e objetos pessoais haviam sido levados.
Justiça manteve condenação
Ao analisar o recurso, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina entendeu que as provas apresentadas no processo — incluindo depoimentos, imagens de monitoramento e laudos periciais, foram suficientes para manter a condenação da acusada.
A decisão reforça o entendimento da Corte sobre a gravidade do golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, prática criminosa em que substâncias são utilizadas para incapacitar vítimas e facilitar furtos e roubos.